— fora do escritório
Karaté e hipismo
Karaté
Vivi tudo o que há para viver no karaté — os altos mais altos e os baixos mais baixos. Fui campeão nacional da liga olímpica em 2016. Três anos depois, cheguei à final outra vez e fui vice-campeão — uma derrota que me marcou mais do que qualquer título. Perdi porque, naquele momento, ouvi mais o treinador do meu adversário do que o meu. Foi uma lição sobre confiança que ainda hoje carrego. (A história completa fica para outro dia.)
Vinte anos de tatami, dos 5 aos 24 anos, ensinaram-me que talento sem disciplina não chega a lugar nenhum.
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Hipismo
Comecei aos 14 anos, quando comprei o meu primeiro cavalo — antes disso já tinha tido dois póneis, e cresci a ir às corridas de cavalos com os meus avós. Quando tive de escolher entre o karaté e os cavalos, nunca deixei de montar.
Hoje monto num centro hípico, e é um dos meus refúgios: onde desligo do trabalho do dia a dia e encontro uma paz que nem sei bem explicar. O salto de obstáculos ensinou-me a trabalhar com um parceiro que não fala a mesma língua que eu, e mesmo assim encontrar sincronia.
Duas disciplinas, uma mentalidade só: preparação a sério, resultados a sério.
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